quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sepulturas descobertas durante as obras no Largo Cândido dos Reis (2004)



Mais de 50 sepulturas do período islâmico medieval foram descobertas em Santarém, na sequência da construção de uma rotunda no largo Cândido dos Reis, durante o mês de Julho. Esta poderá ser a maior necrópole islâmica da Europa em bom estado de conservação. António Matias, arqueólogo da Câmara Municipal de Santarém, admite que poderão existir necrópoles mais extensas, mas sem ossadas humanas, uma vez que estas são geralmente corroídas pela acidez dos terrenos ao longo dos séculos. A importância deste achado poderá levar à elaboração de uma monografia e até à criação de um núcleo museológico (...)

A classificação das sepulturas como pertencendo à época medieval islâmica deve-se ao tipo de morfologias escavadas na rocha e à posição dos indivíduos. O arqueólogo esclarece que "em Santarém temos casos de sepulturas escavadas na rocha, como é o caso do interior do convento de S. Francisco, uma nave tipicamente cristã, mas o mundo islâmico tem um tipo de rituais muito particular: abria-se uma fossa na rocha e colocava-seo indivíduo sobre o seu lado direito, com a cabeça a sudoeste e os pés situados a noroeste com a cara virada para sudeste, a direcção de Meca" (...)

Fonte: http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=51ac4d4b-f325-423e-a06b-e08c91126f47&edition=46

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Córnea - Cor - Acaramelado

Acaramelado
Imagem publicada no extinto blog http://toureio3.no.sapo.pt/

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Traseiras da Mouraria


Postal 04 de 25

Bairros de Mouros e Judeus

Os bairros arrabaldinos da Judiaria e da Mouraria correspondem a espaços contidos no interior dos muros onde, entre o século XIV e 1497, se instalaram as populações tidas como minorias.
O bairro da Judiaria encontrava-se adjacente às muralhas do "Aipram" (Alporão), enquanto que o da Mouraria se localizava exteriormente à primitiva cerca do planalto, sendo só após a construção da cerca femandina que veio a ser inserido no interior do recinto amuralhado.
A freguesia de S. Martinho, toponímia marcada pelo largo do mesmo nome, incluía a residência de mercadores do Aipram (palavra árabe que significa terreno elevado), zona artesanal de tendas e de intensa actividade comercial, integrando nas suas imediações o bairro da Judiaria, de acesso possível pela ainda hoje existente Travessa da Judiaria.
As ruas e becos de traçado irregular, construções reflectindo a cultura e a religião das populações então marginalizadas, privilegiavam o interior e estão agora geralmente ocupados por habitantes de parcas posses, num rico tecido urbano infelizmente marcado pelo abandono e pela falta de reabilitação construtiva e social.
Não obstante, trata-se de um património cultural que é digno de visita, valorizando-se fachadas, cantarias, telhados de "tesouro" ou "tesoura", a toponímia sugestiva de antigas actividades e utilizações: localizadas na actual freguesia do Salvador, a Travessa da Mouraria, o Beco dos Agulheiros ou a Travessa dos Surradores, onde se destaca a residência (n°. 9) conhecida como Casa dos Mascarões, em cujo primeiro piso estão representadas caras de animais fantásticos, em jeito de mísulas. Os muros caiados de branco deixam adivinhar a primazia concedida aos pátios interiores, lembrança urbana da antiga ocupação árabe, reforçada ainda pela presença de algumas pequenas hortas e pomares.
Da Mouraria, diz Angela Beirante: "À retaguarda da Câmara, ficava a chamada travessa por Detrás dos Açougues (correspondente à Rua 15 de Março), ladeada de pardieiros e lagares. Entre os proprietários de lagares contava-se o Convento de Alcobaça e um rico mercador (...). Marvila tinha aí alguns pardieiros e nessa travessa vivia um tabelião, um latoeiro e um ourives.
Aporta de Atamarma integrava um complexo de artérias e a sua comunicação com a Praça fazia-se pelo menos por duas ruas (...) A rua das Tendeiras que saía da Praça do Pelourinho é identificada (...) com a rua das Frigideiras, nome que ainda se mantém.

domingo, 26 de setembro de 2010

Pega de Luís Sepúlveda, Vila Franca de Xira. Anos 70.

Pega de Luís Sepúlveda, Vila Franca de Xira, 9/10/1973. Toiro Oliveira, 477kg (à 1.ª).

Imagem e texto retirados do site dos Forcados Amadores de santarém, em

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Córnea - comprimento - cornicorto

Cornicorto
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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Córnea - comprimento - cornalón

Cornalón
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domingo, 5 de setembro de 2010

Convento de Santa Maria de Almoster (foto 1)


(Obrigado, Isabel)

O Convento de Santa Maria de Almoster situa-se em Almoster, freguesia do concelho de Santarém. Este convento gótico, fundado no século XIII e extinto em 1834, acolheu monjas da Ordem de Cister. A parte do conjunto que chegou aos dias de hoje, que inclui a igreja e as ruínas do claustro, tornou-se Monumento Nacional em 1920.

O convento foi fundado em 1289 por D. Berengária Aires, aia da Rainha Santa Isabel e mulher de D. Rodrigo Garcia, em cumprimento do desejo testamental da sua mãe, D. Sancha Pires. As obras resultaram da iniciativa conjunta da fundadora e da Rainha Santa, tendo esta última mandado edificar o claustro e a enfermaria. Após a conclusão das obras, a rainha continuou a manifestar interesse pelo convento, deixando-lhe em testamento cerca de mil libras. A data de conclusão das obras é desconhecida, sabendo-se apenas que aquando da morte da fundadora, em 1210, aquelas ainda não tinham terminado.

Logo desde a sua fundação, o convento cisterciense assumiu uma grande importância em toda a região, como se comprova pela cobrança de dízimos e pelo recebimento de um foro de uma galinha por habitação erguida no Couto de Almoster, em vigor até à extinção. De entre as várias religiosas que aqui professaram, há a destacar D. Violante Gomes, mãe de D. António, Prior do Crato.

O edifício foi alvo de diversas campanhas de obras ao longo dos séculos, que lhe vieram alterar a austeridade primitiva característica dos mosteiros cistercienses. Logo no século XVI, foi construído o coro por Bernardo Anes, em 1525. A lápide de Gil Eanes da Costa e da mulher, colocada na capela-mor da igreja, data de 1542. No século XVII, foi levada a cabo a campanha de colocação dos painéis de azulejaria e dos retábulos e nichos revestidos por talha dourada barroca. Ainda deste século datam a fonte da crasta e a fonte monumental do claustro (de 1625), e a porta de madeira do pórtico (executada em 1686). No século XVIII, a igreja sofreu intervenções significativas, de que resultaram os ornatos de alvenaria e os arranjos nas absides, bem como na execução do presépio.

Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, o convento foi progressivamente votado ao abandono, entrando numa fase de delapidação e de destruição do seu rico património que iria durar até quase aos meados do século XX. Ainda em 1910, a igreja foi vandalizada e roubada, tendo desaparecido azulejos, quadros e um pórtico que existiu na Casa do Capítulo. Nos anos 50 do século XX, o estado de degradação a que o conjunto chegara levou à substituição da cobertura abobadada da nave central pelo actual tecto de madeira. O órgão e a pedra de armas sobre o pórtico principal já haviam sido apeados, enquanto que o edifício anexo à igreja se encontrava transformado em vacaria. Desde então, o conjunto tem sido objecto de uma vasta intervenção de recuperação, que lhe procura conferir algumas das suas características originais.

Fonte: Wikipedia.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Freguesia de Achete - Brasão


Escudo de ouro, duas ovelhas de azul realçadas de prata e postas em cortesia, entre uma cruz da Ordem de Cristo, em chefe e uma coroa real aberta, de vermelho, em ponta. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco, com a legenda a negro: «ACHETE - SANTARÉM».